terça-feira, 20 de dezembro de 2011




Antes escrever era mais fácil. Bem mais fácil. E a resposta pra isso eu sei, antes eu não tinha com quem compartilhar meus pensamentos, meus medos, minhas verdades e inseguranças.

Eis que surge alguém, alguém que me encheu de medo, de ciúmes e com o tal do bendito amor. E eu que não sabia que era possível amar assim me entreguei como uma pena se entrega ao vento. No começo sem medo, confesso. Pensei que o que tinha que ser haveria de ser. Mas eis que o que tinha que ser era muito maior que a gente esperava. Eis que o que tinha que ser era uma prova, pra ver se a gente realmente conseguiria.

Antes escrever era mais fácil, porque ninguém interrompia a minha lógica. Ninguém parava pra me mostrar o certo e o errado, ninguém pegava no meu braço e falava “Flávia é assim.”, ninguém me falava que minhas idéias eram malucas. Ninguém colocava fim ao medo, ou freava a agonia. Ninguém colocava certeza no incerto, segurava minha mão pra dizer “vai dar certo”.

Me descobri uma pessoa medrosa, insegura, ciumenta. Me descobri uma pessoa capaz de enfrentar medos, segurar barras, segurar no braço sacudir e gritar “NÃO TE LARGO NEM F*DENDO!”.

Acho que o amor tem disso, faz a gente se descobrir, faz a gente olhar pra dentro e perceber nossos medos, defeitos e feiúras, mas também faz a gente descobrir até onde se é capaz de ir por aquilo e quem amamos.

2011 foi um ano diferente. Um ano que eu ainda não havia vivido, um ano pra se guardar pra sempre, na alma e no coração, assim como o nosso amor. Esse amor que eu não me arrependo de ter topado viver, esse amor que já tem tanta coisa pra mostrar. Esse amor que nunca vai deixar de ser nosso. Esse amor que me mete um medo que só você sabe, vive e luta tanto pra me mostrar como é idiota. Esse amor que nos faz passar todos os problemas e bads, ciúmes, medos, e todas as certezas juntos.

Esse amor que me mostrou que nada mais é certo se não for do seu lado, do nosso jeito.

sábado, 19 de março de 2011

Love Is Like Life But Longer


‎-love is like life... but it starts before, and continues after.
we arrive and depart in the middle.

quinta-feira, 17 de março de 2011

É verdade, faz tempo que não escrevo. Mas vamos ser honestos aqui, da ultima vez que escrevi foi como se tivesse aberto uma caixa de pandora.
Quando você me pergunta o que eu tenho pra dizer, tenho vontade de vomitar tudo o que eu sinto aqui dentro do peito. Mas não, melhor não.
Você me disse que eu não podia gostar de você antes de conhecer todos os seus lados, antes de conhecer também o lado ruim, o lado bravo, o lado triste. Será que esse último mês conta? Será que tudo o que a gente viveu nesse último mês conta? Porque eu vi seu lado ruim, eu vi seu lado bravo, e eu vi seu lado triste.
Eu também vi seu lado mais bonito, mais doce, e vi o seu lado mais escuro. O lado que eu tive medo. O lado que eu tive vontade de sacudir e gritar "NÃO É ASSIM!!!". O lado que eu coloquei no colo e ninei, e dei carinho, afeto.
E quer saber? Gostei de todos os lados. Não tive medo de nenhum deles, não tive pena, não tive vontade de largar e sair correndo. Só tive vontade de segurar na sua mão e falar "tudo vai ficar bem". E eu te disse que a gente vai dar um jeito. A gente, plural.
E quando você não tá aqui do meu lado, quando você não tá aqui pra eu pertubar o seu sono, é o meu sono que fica pertubado. Sou eu que acordo no meio da noite e sinto falta do seu calor, do seu cheiro, da sua pele, do seu cabelo.
Tenho vontade de abrir teu peito e tirar esse medo que mora aí dentro, esse medo que me atrapalha. Esse medo que ficou.
Eu não vou te machucar. Eu jamais faria isso.
O que passou, passou. O que virá, virá.
Eu me forço a ter paciência, me forço a guardar tudo. Porque sei que é de tempo que você precisa.
E quem sou eu pra exigir qualquer coisa de você nesse momento? Quem sou eu pra querer explicações, carinho, amor, amizade, nesse exato momento da sua vida?
Será que eu tô errada por querer tudo isso agora? É lógico que sim. Minha cabeça já sabe essa resposta. Essa e tantas outras que insistem em aparecer o tempo todo.

Mas por enquanto, vou só te deixar em paz. Parar de pertubar o teu sono.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cartas que não foram enviadas.




Eu gosto de pensar que sou direta, que digo as coisas na lata.

Mas eu sei que meu jeito de falar é assim meio prolixo, meio cheio de curvas. Como se todas as voltas fossem me ajudar a te convencer.

No fundo tudo o que eu quero, a única coisa que eu quero, é que você me queira bem. Me queira como tiver que ser, como amiga, como amante, como amor, como for.

Qualquer coisa que acontecer, quero que seja doce. Nunca amargo. Quero que daqui a dez anos, quando nossas vidas não se encontrarem mais, que você lembre de mim e sinta o gosto doce na boca, o gosto que você vai deixar na minha boca. O doce das tardes que nos amamos. Das risadas que demos um do outro. Da saudade que batia no meio de um dia atarefado. Daquele sorriso que surgia no rosto e que a gente nem notava.

E quando esse gosto doce estiver se amargando, quero que sejamos sábios, e inteligentes, e tão apaixonados um pelo outro que saibamos que é a hora de parar, a hora de dizer tchau, e levar embora conosco somente o sabor doce.

Nunca o amargo.


(8) Ben Harper - Dance with Me



foto de Margot Pandone.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cartas que não foram enviadas,

Eu me apaixonei por você sem nem te ver. Me apaixonei por você quando eu ouvi as pessoas falarem de você. Fiquei ansiosa pra te ver pela primeira vez. Me arrumei, coloquei a melhor roupa, fiz a melhor maquiagem, passei o melhor perfume. E fui ao seu encontro. E quando você passou pela porta eu sabia quem você era. E foi engraçado.

Passei a noite te observando. Decorando cada detalhe. Percebendo como você é engraçado, como você é bonito, como você é sabido. Como foi fácil me apaixonar por você, bem ali, de pé, naquela noite chuvosa, latina, tão barulhenta, mas tão silenciosa.

Nós conversamos tão pouco, e foram os melhores minutos dos últimos tempos.

Não me entenda mal, a vida está ótima. Desde que resolvi mudar tudo, reorganizar os pensamentos, os móveis, a casa. Mas parece que com você, a vida voltaria a ser desorganizada, voltaria a ser cheia de surpresas, voltaria a ter aquele gostinho de amor bandido. E não me importaria o fato de rearrumar a casa todos os dias.

Ontem eu sabia que precisava te ver, sabia que precisava te lembrar que eu existo, que eu respiro. E você ainda acha que foi uma coincidência o nosso encontro. ba-ha-ha. Eu torci para estar certa, e torci que aquele lugar seria o lugar que você talvez notasse a minha existência. E como se o universo conspirasse a meu favor, você apareceu na minha frente. E meu coração bateu tão forte, que eu pensei que ele sairia ali mesmo, direto pra suas mãos. E eu fiquei tão nervosa, que não sabia o que dizer, o que fazer, como agir.

E quando você viu que eu estava sozinha, você veio pra perto de mim, conversou comigo, perguntou da minha vida, fez brincadeiras, e eu fiquei com medo do meu sorriso ser grande demais, da minha risada ser boba demais, de estar tão vulnerável, de estar te mostrando a verdadeira Flávia.

E enquanto eu contava a minha vida, e escutava a sua, parecia que as coisas faziam ainda mais sentido. E eu lembro de ter pensado "meu deus, como ele é adorável" e dei uma risada, e você me perguntou do que eu estava rindo, e eu com vergonha falei que não podia te contar.

Mas você não parece tão a fim de mim. Sua cabeça parece estar longe, pensando em outra pessoa, enquanto eu penso em você. O que ela possivelmente te fez de melhor, que eu possivelmente não posso fazer? Eu posso fazer qualquer coisa melhor.

Sim, isso tudo pode parecer loucura. Eu sou louca. Eu não tenho medo dos meus sentimentos. Eu nunca tive na verdade. Já perdi a conta de quantas vezes escrevi para outros, dizendo o quanto eu estava apaixonada, o quanto eu queria ser feliz ao lado deles. E você provavelmente não será o último. Mas eu gosto de ir dormir com um pensamento "Ai que merda, agora ele sabe e eu sou a menina doida que diz merda. E parabéns, você conseguiu espantar mais um!"

Uma pessoa já me disse "sua franqueza é sua maior qualidade, e seu pior defeito". Vai ver eu não tenho limites. Vai ver eu sou mesmo desequilibrada.

Ou, vai ver eu sou a evolução do ser humando. Hahahaha, prepotente eu sei. Mas eu acredito que o mundo seria melhor se as pessoas falassem uma para as outras o que sentem.

Eu acredito que por algum milagre você não me ache doida, mas me ache adorável. Dê uma risada, e sinta as mesmas borboletas que eu sinto quando eu penso em você.

Mas eu sei que as coisas não são assim. Não é uma declaração de carinho e vontade, que muda o que a gente sente por dentro (embora eu ache que devia funcionar assim...).

Por esse tempo de empolgação e descobrimento de sentimentos, você é o meu frio na barriga antes da montanha russa despencar. O gosto daquela bala da infância. É a excitação do novo. É o que eu não posso ter. É o que eu quero ter.

Eu não quero ser da brodagem. Eu não quero ser mais uma na sua cama. Eu quero ser aquela que você pode ligar no meio da tarde, e pedir pra ir ao seu encontro, pra gente sentar numa mesa de bar, falar sobre as maiores besteiras, dar risada, depois ter o melhor sexo, e ficar abraçado na cama, sem ter vontade de se mexer. Pensando em como a vida está boa nesse momento, sem ter que pensar no futuro, só no agora. Quero ser aquela que você vai ter vontade de abraçar, de dançar ao som do vento, imaginando a música perfeita que ainda não existe.

Eu não quero ter o rótulo de namorada, ou amiga colorida, ou fuckbuddy. O único rótulo que eu quero é de "aquela menina que me faz feliz quando está comigo". Eu não quero ser aquele compromisso de fim de semana. Eu não quero status em orkut e facebook. Eu quero, pura e simplesmente, ser o sentimento de montanha russa despencando.

E se nada disso for recíproco, eu ainda espero ser uma amiga de jazz num sábado a noite sem coisa melhor pra fazer.

Nina Simone - Feeling Good

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pra começar!

Li esses dias que o amor está na moda. Está na moda porque as pessoas esqueceram o que é amor, e como tudo que é esquecido por um tempo, depois volta e todo mundo quer. As pessoas passaram um bom tempo só querendo viver de paixão. Daquelas bem tórridas, que te arrebatam e quando você vê já está no chão, com o coração dilacerado e tudo acabado, sem saber que rumo tomar.

Inspirada por essa rede social que não para de crescer, e alguns blogs que eu sigo e tento entrar todos os dias, eu resolvi falar do amor. Resolvi botar pra fora os pensamentos, as idéias, as angustias, as coisas que tenho escritas por aqui e por ali.
Se tudo der certo, a gente se vê por aqui!
E pra começar bem, um vídeo lindo que eu adoro. (abre ele no youtube, pq vale a pena ver um pouco maior!!)