É verdade, faz tempo que não escrevo. Mas vamos ser honestos aqui, da ultima vez que escrevi foi como se tivesse aberto uma caixa de pandora.
Quando você me pergunta o que eu tenho pra dizer, tenho vontade de vomitar tudo o que eu sinto aqui dentro do peito. Mas não, melhor não.
Você me disse que eu não podia gostar de você antes de conhecer todos os seus lados, antes de conhecer também o lado ruim, o lado bravo, o lado triste. Será que esse último mês conta? Será que tudo o que a gente viveu nesse último mês conta? Porque eu vi seu lado ruim, eu vi seu lado bravo, e eu vi seu lado triste.
Eu também vi seu lado mais bonito, mais doce, e vi o seu lado mais escuro. O lado que eu tive medo. O lado que eu tive vontade de sacudir e gritar "NÃO É ASSIM!!!". O lado que eu coloquei no colo e ninei, e dei carinho, afeto.
E quer saber? Gostei de todos os lados. Não tive medo de nenhum deles, não tive pena, não tive vontade de largar e sair correndo. Só tive vontade de segurar na sua mão e falar "tudo vai ficar bem". E eu te disse que a gente vai dar um jeito. A gente, plural.
E quando você não tá aqui do meu lado, quando você não tá aqui pra eu pertubar o seu sono, é o meu sono que fica pertubado. Sou eu que acordo no meio da noite e sinto falta do seu calor, do seu cheiro, da sua pele, do seu cabelo.
Tenho vontade de abrir teu peito e tirar esse medo que mora aí dentro, esse medo que me atrapalha. Esse medo que ficou.
Eu não vou te machucar. Eu jamais faria isso.
O que passou, passou. O que virá, virá.
Eu me forço a ter paciência, me forço a guardar tudo. Porque sei que é de tempo que você precisa.
E quem sou eu pra exigir qualquer coisa de você nesse momento? Quem sou eu pra querer explicações, carinho, amor, amizade, nesse exato momento da sua vida?
Será que eu tô errada por querer tudo isso agora? É lógico que sim. Minha cabeça já sabe essa resposta. Essa e tantas outras que insistem em aparecer o tempo todo.
Mas por enquanto, vou só te deixar em paz. Parar de pertubar o teu sono.