
Antes escrever era mais fácil. Bem mais fácil. E a resposta pra isso eu sei, antes eu não tinha com quem compartilhar meus pensamentos, meus medos, minhas verdades e inseguranças.
Eis que surge alguém, alguém que me encheu de medo, de ciúmes e com o tal do bendito amor. E eu que não sabia que era possível amar assim me entreguei como uma pena se entrega ao vento. No começo sem medo, confesso. Pensei que o que tinha que ser haveria de ser. Mas eis que o que tinha que ser era muito maior que a gente esperava. Eis que o que tinha que ser era uma prova, pra ver se a gente realmente conseguiria.
Antes escrever era mais fácil, porque ninguém interrompia a minha lógica. Ninguém parava pra me mostrar o certo e o errado, ninguém pegava no meu braço e falava “Flávia é assim.”, ninguém me falava que minhas idéias eram malucas. Ninguém colocava fim ao medo, ou freava a agonia. Ninguém colocava certeza no incerto, segurava minha mão pra dizer “vai dar certo”.
Me descobri uma pessoa medrosa, insegura, ciumenta. Me descobri uma pessoa capaz de enfrentar medos, segurar barras, segurar no braço sacudir e gritar “NÃO TE LARGO NEM F*DENDO!”.
Acho que o amor tem disso, faz a gente se descobrir, faz a gente olhar pra dentro e perceber nossos medos, defeitos e feiúras, mas também faz a gente descobrir até onde se é capaz de ir por aquilo e quem amamos.
2011 foi um ano diferente. Um ano que eu ainda não havia vivido, um ano pra se guardar pra sempre, na alma e no coração, assim como o nosso amor. Esse amor que eu não me arrependo de ter topado viver, esse amor que já tem tanta coisa pra mostrar. Esse amor que nunca vai deixar de ser nosso. Esse amor que me mete um medo que só você sabe, vive e luta tanto pra me mostrar como é idiota. Esse amor que nos faz passar todos os problemas e bads, ciúmes, medos, e todas as certezas juntos.
Esse amor que me mostrou que nada mais é certo se não for do seu lado, do nosso jeito.